Dia das Crianças, Eu?

Tempo de leitura: 3 minutos

Me diga uma coisa: Como foi o SEU Dia das Crianças?

Distribuiu brinquedos? Está cansado de tanto brincar ou aproveitou para descansar bastante?

Independente do que tenha feito, você aproveitou? Aproveitou de verdade? A ponto de sentir que a criança que você já foi ficaria bem feliz com isso? Ou você sentiu algum tédio ou mesmo um vazio…

Sabe porque estou perguntando isso? Porque essa semana eu refleti muito sobre um trecho do livro “Felicidade Autêntica” de Martin Seligman, onde ele fala sobre nossos sentimentos. O quanto eles são resultado do nosso passado e de como isso influencia as nossas emoções no presente!

Isso quer dizer que as reações que temos diante da vida hoje são afetadas pela memória que temos daquilo que vivemos no passado. São vários os sentimentos possíveis que podemos ter da nossa infância, que vão desde satisfação, contentamento, orgulho até raiva, frustração, arrependimento, mágoa… E a forma como aprendemos a lidar, física e emocionalmente, com esses sentimentos (seja alimentando-os ou perdoando-os) interferem diretamente no nosso presente.

É nesse sentido que o autor diz que nosso passado não é passado, é presente. Pois, dependendo da intensidade do que “carregamos”, esses sentimentos estão presentes em nós a todo o tempo. Quer ver?

Pare para pensar nos sentimentos que você traz consigo daquela época… O quanto eles te impedem de confiar à primeira vista, de revelar seus verdadeiros sentimentos, de se entregar totalmente a uma situação, relação, aventura, ou o quanto eles te movem para ações impensadas, impulsivas, ou mesmo te paralisam? Já parou para pensar nisso?

Agora, o melhor de tudo é que a forma como enxergamos o nosso passado, ou seja, a “leitura que fazemos” daquilo que vivenciamos pode ser alterada, transformada de forma positiva. Fazermos as pazes com nosso passado, entender, aceitar e até perdoar a criança que fomos ou as pessoas com as quais vivemos nos traz ganhos inimagináveis no aqui agora, nos traz a compreensão de muitas coisas que deixamos de fazer ou mesmo que fazemos sem explicação, sem nem perceber…

E isso pode fazer toda a diferença na forma como vivemos hoje, pois pode nos dar a força necessária para melhorar nosso aqui-agora! Pode nos permitirmos ousar, confiar, arriscar, e até BRINCAR!
Então, vamos aproveitar esse fim de semana para revisitar nossa velha infância? Que tal?

Aceite esse desafio: Relembre o que você mais gostava de fazer, o que te deixava mais feliz e o que te enchia de curiosidade e prazer. Após lembrar, que tal pôr em prática? Que tal arriscar algumas brincadeiras, jogos, passos de dança, pedaladas, ou o que quer que a sua lembrança te traga. Apenas aceite e tente, mesmo que de forma adaptada, ou até mais “modernizada”, rs

Olha, seja lá o que de fazia feliz, tenho certeza que poderá te trazer ótimas experiências esse fim de semana. Que tal?

Tá com medo de parecer bobo? De parecer infantil? Relaxa, sempre dá para aproveitar alguma criança próxima a você que – com certeza – estará super pronta para “qualquer parada”!
Se não tiver criança próxima, tente um amigo, um parente ou mesmo encare o desafio de alguma atividade coletiva ou ao ar livre… O que não vale é não tentar nada.

Vamos, aproveite!

Afinal, esse feriado é pra isso. É pra você, pra mim, pra nós. Para todas as crianças que fomos e as que sempre teremos dentro de nós!

Ah, e se quiser, volte aqui para comentar como foi, vou adorar saber em qual aventura você se meteu, rs

Grande beijo e até a próxima!

Alê Ramos


Escrito por: Alessandra Ramos

Ale é analista de Gestão do Conhecimento, casada com Marcos e mãe dos pequenos Nícolas e Catarina, dedica um tempo para desenvolver pessoas e organizações.

 


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